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Esta semana, o mundo repercutiu a decisão de Trump em relação ao reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel. Protestos percorreram toda a região de língua árabe e desaprovações foram lançadas pelos aliados dos EUA na OTAN. Além desta situação conflitiva, estes dias de dezembro estiveram marcados também pela derrota de um candidato republicano ultrarreacionário no Alabama na disputa por uma vaga no Senado, evidenciado a fragilização de Trump. Dos mesmos EUA, veio a notícia de que a neutralidade da rede foi extinta.

Em outras localidades, várias tensões foram acirradas. Na Argentina, os trabalhadores nas ruas (por cima das principais centrais sindicais) protagonizaram o adiamento da votação da Reforma da Previdência no Congresso. No Peru, o presidente PPK se vê no maior momento de crise política, ao ter seu nome citado pela delação da Odebrecht como tendo recebido ao menos 4,8 milhões de dólares num passado recente. Em Honduras, a direita conservadora tenta impor o golpe da recontagem de votos, mas ainda há forte resistência nas ruas do país.

Muitos outros temas também estão contidos neste Clipping Semanal, que reúne também uma seção com alguns dos principais debates que a esquerda tem travado no cenário internacional.

Charles Rosa – Observatório Internacional

Trump planeja legitimar Jerusalém como capital de Israel

Washington Post (12/12): “As muitas casualidades do movimento de Trump em Jerusalém”, por Ishaan Tharoor

“Apesar da falta de pressão real por parte do governo real e o clamor unânime em Washington pela medida, Trump lançou ao ar décadas de políticas estadunidenses de longa data. Abraçou Jerusalém como a capita de Israel sem fazer nenhum sinal de assentimento palestino à parte oriental da cidade, o que levou analistas e ex-diplomatas a escrever obituários para a solução de dois estados. O secretário de Estado, Rex Tillerson, disse depois aos jornalistas que a relocalização da embaixada dos Estados Unidos em Tel Aviv provavelmente não suceda no próximo ano, o que geraria ainda mais perguntas sobre o momento da declaração.”

LINK (em inglês): http://wapo.st/2BlAaBn

El País (06/12): “Trump provoca árabes e reconhece Jerusalém como capital de Israel”

“Em todo caso, o reconhecimento de Jerusalém, com sua enorme carga simbólica, significa adentrar um território hostil. Não só acaba com um consenso internacional mantido durante décadas pelos Estados Unidos como também arruína, ao menos em curto prazo, os esforços do genro e assessor presidencial Jared Kushner de forjar um acordo no Oriente Médio e aproximar Israel dos países de maioria sunita como Egito, Arábia Saudita e Jordânia, com a finalidade de criar um escudo contra o Irã.”

LINK (em português): http://bit.ly/2AnqGBJ

NY Times (07/12): “Trump está cometendo um grande erro em relação a Jerusalém”, por Hanan Ashwari

“O anúncio de quarta-feira pode, finalmente, pôr em repouso o sonho de uma solução de dois estados, que já existe há mais de 25 anos, como o objetivo oficial do governo dos Estados Unidos. Pois, se toda Jerusalém é parte de Israel, Jerusalém Oriental não pode ser a capital de um estado palestino, tornando obsoleta a ideia de que os dois estados possam viver lado a lado em paz.”

LINK (em inglês): http://nyti.ms/2j05Dlr

The Guardian (10/12): “Presenciei duas intifadas. A postura de Trump em Israel pode acender uma terceira”, por Raja Shehadeh

“A perda é tanto de Israel como da Palestina. Com esta decisão, EUA, o aliado mais próximo de Israel e o país do qual depende, perde a influência que poderia ter empregado a serviço da promoção das perspectivas de paz. Não é que somente os palestinos sob ocupação nos campos de refugiados nos países vizinhos necessitem disso. A paz é tão importante para os israelenses. O único bem possível poderia obter desta declaração é que, como os Estados Unidos está desacreditado como patrocinador das negociações, a União Europeia poderia assumir sua responsabilidade como signatária da quarta convenção de Genebras. No entanto, parece que há poucas possibilidades de que isso se suceda”.

LINK (em inglês): http://bit.ly/2CluTY4

NY Times (06/12): “ONU, UE e Papa Francisco criticam anúncio de Trump sobre Jerusalém”

“Papa Francisco disse “Eu não posso permanecer em silêncio”. O secretário-geral das Nações Unidas falaram de sua “grande ansiedade”. A União Europeia expressou “séria preocupação”. Aliados americanos como Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália declararam que tudo isso foi um erro. Um coro de líderes internacionais criticaram a decisão do governo Trump na quarta-feira para reconhecer oficialmente Jerusalém como o capital de Israel, qualificando-a de uma perturbação perigosa que contraria as resoluções das Nações Unidas e poderia inflamar um dos conflitos mais espinhosos do mundo”.

LINK (em inglês): http://nyti.ms/2AY7GgY

Al Jazeera (08/12): “Detenções, confrontos à medida que os palestinos continuam a protestar”

“Os protestos do “Dia de Rage” continuaram em toda a Cisjordânia ocupada, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza sobre a decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. Pelo menos dois palestinos foram mortos e cerca de 800 outros ficaram feridos durante os protestos na sexta-feira, enquanto dois palestinos foram mortos em ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, enquanto a agitação contra a decisão dos EUA continuou no quarto dia. Israel disse que retalia ataques de foguetes do Hamas em direção ao seu território.”

LINK (em inglês): http://bit.ly/2Am35p4

BBC (10/12): “Oito perguntas para entender o conflito entre israelenses e palestinos”

“A decisão de Trump vai na mesma direção de uma medida aprovada em 1995 pelo Congresso americano, prevendo a transferência da Embaixada americana em Israel para Jerusalém. No entanto, isso nunca havia sido posto em prática, porque era necessária a aprovação da Presidência dos Estados Unidos. Desde então, em todos os semestres, o ato do Congresso foi encaminhado aos presidentes americanos, mas a praxe sempre foi renunciar à mudança. Apesar de parecer contraditório, foi o que o próprio Trump fez – o republicano também assinou a renúncia, para que haja tempo de iniciar a transferência da embaixada, mas anunciou publicamente o reconhecimento da cidade como capital israelense, o que tem um efeito político importante no cenário internacional.”

LINK (em português): http://bbc.in/2C87Hf3

Público.pt (14/12): “Israel confirma bombardeamento aéreo a acampamentos do Hamas em Gaza”

“Israel confirmou um bombardeamento aéreo ao Hamas na Faixa de Gaza durante a madrugada desta quinta-feira. O ataque foi conduzido por um avião israelita, que atingiu três acampamentos pertencentes ao grupo militar Hamas, segundo as forças militares de Israel. Os israelitas alegam que o ataque às zonas de armazenamento e treino militar foi uma resposta a três rockets lançados a partir da Faixa de Gaza na quarta-feira. PUB Por trás desta tensão está a transferência da embaixada norte-americana em Israel para Jerusalém, oficializando o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel. A decisão do líder da Casa Branca gerou imediatamente confrontos violentos entre polícia e manifestantes, e desde então a violência escalou e os ataques são diários.”

LINK (em português): http://bit.ly/2AsCToV

Republicanos perdem vaga de Senador no Alabama

USA Today (13/12): “Por que Trump pagará o preço político pela derrota de Roy Moore no Alabama”

“O apoio de Trump para um polêmico candidato acusado de assalto sexual em série e assédio de jovens, dizem analistas, pode perseguir o presidente enquanto ele e o GOP perseguem uma agenda conservadora e tentam manter o controle do Congresso nas eleições nacionais do próximo ano. Não só os republicanos perdem uma votação importante em um Senado bem dividido enquanto lutam para passar por prioridades fundamentais, como a reforma da assistência de saúde, cortes de impostos e infra-estrutura -, mas a derrota de Moore pode reduzir a influência política de Trump em uma temporada de eleições desafiadoras.”

LINK (em inglês): https://usat.ly/2j1rWUg

EUA declara fim da neutralidade da rede

Rolling Stone (14/12): “O que a revogação da neutralidade da rede significa para nós”

Então, por enquanto, é o fim da Internet como a conhecemos. Mas a batalha pode não acabar por bem. Um esforço legal para revogar a decisão da FCC deverá começar imediatamente. O Congresso tem o poder de aprovar legislação que restabelece a neutralidade da rede. Uma geração de milenários, sugere Sohn, que cresceu tomando as vantagens de uma Internet livre e irrestrita, totalmente garantida, “se preocupa profundamente com isso”. Não haverá melhor maneira de demonstrar esse cuidado do que se manifestar nas eleições de meio período de 2018 e votar para políticos que endossam a neutralidade da rede.”

LINK (em inglês): http://rol.st/2BnsYVp

Golpe em Honduras

El País (10/12): “A recontagem de votos confirma a vitória de Juan Orlando em Honduras”

“A oposição considera “espúria” a recontagem parcial das atas e insiste em que foram adulteradas na noite eleitoral. (…) A recontagem de 25% das atas eleitorais em Honduras não ofereceu variações em relação aos dados existentes e que dão a vitória ao direitista Juan Orlando Hernández, atualmente no poder”.

LINK (em espanhol): http://bit.ly/2yucUvr

El Universal (14/12): “Reportam 16 mortos e mais de mil detidos por protestos em Honduras”

“Depois de 18 dias de crise eleitoral e política hondurenha, o número de mortos, entre eles policiais, subiu para 16, e se registram ao menos 1 675 pessoas detidas por membros do corpo de segurança do Estado. Um informe da estatal Comissionado Nacional dos Direitos Humanos de Honduras (CONADEH) agregou que há uma cifra sem precisar de feridos e um cenário de repressão governista.”

LINK (em espanhol): http://eluni.mx/2yutFXn

Votação da Reforma da Previdência na Argentina é interrompida por protestos

El País (14/12): Incidentes graves levam à suspensão da reforma previdenciária na Argentina”

“A Argentina volta a uma das suas mais arraigadas tradições: a rua manda na política. A tensão em torno da reforma previdenciária, a mais importante e polêmica das mudanças promovidas até agora por Mauricio Macri, provocou grandes incidentes e uma enorme confusão dentro do hemiciclo, o que levou finalmente à suspensão da sessão. Macri tinha os votos para levar a reforma adiante, mas a combinação das imagens de grande violência nas ruas, com tiros de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, e os empurrões e gritos no Congresso, levaram a uma derrota inesperada do governo que tentará aprovar a reforma na próxima semana”.

LINK (em português): http://bit.ly/2zeCIPM

Pagina 12 (14/12): “Um dia de fúria dentro e fora do Congresso”

“Policiais e gendarmes arremeteram-se contra os manifestantes que rechaçavam a reforma previdenciária antes que a sessão começasse. Atiraram gases e balas de borracha. A repressão continuou até a noite. Houve jornalistas e deputados feridos e mais de trinta detidos”

LINK (em espanhol): http://bit.ly/2CptUGo

Crise política no Peru

La República (14/12): “Odebrecht pagou US$ 4,8 milhões a duas empresas vinculadas a PPK”

“Segundo Odebrecht, em um período de 10 anos, que vai de novembro de 2004 até março de 2014, duas empresas vinculadas ao presidente da República, Westfield Capital e Firts Capital, giraram e cobraram faturas da Odebrecht por 4 800 milhões de dólares por conceito de gastos, assessorias de gastos, assessorias financeiras, consultorias, desenvolvimento de produtos financeiros, e bônus de êxito. Isso supõe pagamentos na época em que o senhor Kuczynski era ministro de Estado, entre 2004 e 2006, e também durante a candidatura presidencial de 2011.”

LINK (em espanhol): http://bit.ly/2AGHacs

G1 (14/12): “Maioria oposicionista no Peru pede que Kuczynski renuncie após ser acusado de receber dinheiro da Odebrecht”

“Caso Kuczynski não renuncie, o Congresso tem a possibilidade de declarar vago seu cargo por incapacidade moral, como explica o diário “La República”. São necessários 87 votos para que isso ocorra. Somente a Força Popular tem 73 assentos na Casa.”

LINK (em português): https://glo.bo/2j4w85x

Eleições municipais na Venezuela

BBC Mundo (11/12): “O chavismo arrasa nas eleições municipais boicotadas pela oposição e Maduro ameaça impedir a participação dos principais partidos opositores nas presidenciais”

“O governista PSUV saiu vitorioso em 308 municípios, ou seja 91,9% dos municípios do país, segundo os dados totais conhecidos nesta segunda-feira. A abstenção promovida pelos principais partidos da oposição se traduziu numa participação de 47,32% do eleitorado, cerca de 9,2 milhões de eleitores. Nos pleitos municipais de 2013 58,9% participou do censo. Nas de governadores em 15 de outubro, cerca de 61%”.

LINK (em espanhol): http://bbc.in/2yYD3Gk

Eleições no Chile

AFP (14/12): “Cinco pontos”

“Vinte e sete anos depois da redemocratização, o Chile continua com matizes conservadores. Autorizou o divórcio em 2004 e legalizou o aborto terapêutico em 2017. O Parlamento discutirá uma lei para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. (…) O modelo econômico se baseia nas exportações, o que lhe permitiu liderar, nos anos 80 e 90 os investimentos estrangeiros diretos na América Latina. O ‘milagre chileno’ teve sua contrapartida: uma enorme desigualdade que se mantém até hoje, com salários baixos e serviços básicos privatizados”.

LINK (em português): http://bit.ly/2ANZPD2

Putin retira tropas da Síria

The Guardian – Editorial (12/12): “Vitória e desolação”

“Vladimir Putin deu uma volta da vitória na Síria e no Oriente médio essa semana, com a intenção de mostrar sua habilidade para assegurar a vantagem contra os EUA na região. Num visita surpresa a uma base aérea surra na costa síria, abraçou de forma demonstrativa o presidente sírio Bashar al-Assad, que se manteve no poder graças a intervenção militar da Rússia. “Amigos, a Mãe Pátria está esperando por vocês”, afirmou Putin, a um destacamento de soldados russos. “Vocês voltarão para casa com a vitória”.”

LINK (em inglês): http://bit.ly/2BeQdAZ

Iraque anuncia fim da guerra contra o Estado Islâmico

NY Times (10/12): “Primeiro-ministro iraquiano declara vitória sobre o ISIS”

“O primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi declarou a vitória sobre o Estado Islâmico no sábado, anunciando o fim de mais de três anos de batalhas para recuperar o controle sobre cerca de um terço do país que tinha sido dominado pelo grupo terrorista. O discurso cuidadosamente calibrado veio meses depois que as forças armadas tomaram de volta o controle das principais áreas urbanas do Iraque, notadamente a segunda maior cidade, Mossul, e desviaram o foco para perseguir os militantes remanescentes que escaparam pelo deserto entre Iraque e Síria”.

LINK (em inglês):http://nyti.ms/2CqSKpp

Massacre dos Rohingyas em Myanmar

Publico.pt (14/12): “Mais de 6000 rohingya foram mortos em apenas um mês”

“Em apenas um mês, pelo menos 6700 pessoas da minoria muçulmana rohingya morreram numa repressão violenta no estado de Rakhine, na Birmância, de acordo com as estimativas divulgadas nesta quinta-feira pelos Médicos Sem Fronteiras, a partir de pesquisas conduzidas em campos de refugiados no Bangladesh. Destas vítimas, pelo menos 730 eram crianças com menos de cinco anos que foram mortas a tiro, queimadas ou agredidas até à morte, detalhou a organização humanitária num documento que aponta o dedo no Exército da Birmânia”.

LINK (em português): http://bit.ly/2oaOiIi

Cúpula da OMC

El País (12/12): “UE, EUA e Japão unem forças contra a China”

“A férrea defesa que a China fez do livre comércio e da globalização na reunião ministerial da OMC em Buenos Aires não convenceu as grandes economias do mundo. Tanto que conseguiu inclusive reverter a crescente endogamia dos EUA. Num inédito esforço de cooperação comercial, a administração de Donald Trump somou forças com a União Europeia e Japão para enfrentar o que considera excessos comerciais da China. O texto, subscrito no marco da cúpula da Organização Mundial de Comércio (OMC) que se celebra em Buenos Aires, aponta para temas mais sensíveis. O documento denuncia como anomalias que devem ser corrigidas o “severo excesso de capacidade em setores-chave”, “as condições competitivas injustas por causa de subsídios que distorcem o mercado” e as intervenções distorcivas de grandes empresas estatais. As partes não nomearam a China, mas a lista de reclamações descreve com detalhes as principais demandas que os assinantes do documento realizam junto a Pequim”.

LINK (em espanhol): http://bit.ly/2Cqy8xk

Coreia do Norte

Time (11/12): “China está se preparando para um afluxo de refugiados da Coreia do Norte, afirma reportagem”

“Um condado chinês fronteiriço à Coreia do Norte está preparando por um afluxo de refugiados, de acordo com o que parece ser um documento vazado citado pelo New York Times, revelando um conhecimento raro de que a crise ou o conflito poderiam estar no horizonte. O Times informa que o documento interno, aparentemente vazado da empresa estatal de telecomunicações China Mobile e circulado em mídias sociais, disse que um gerente da empresa havia inspecionado cinco lugares sendo construídos para acomodar refugiados no início de dezembro”.

LINK (em inglês): http://ti.me/2jW7IMv

Pesquisas eleitorais na Catalunha

El Diario.es (15/12): “Ciudadanos e ERC disputam o primeiro lugar e suas vitórias se situam na margem de erro das pesquisas”

“Nenhuma pesquisa reflete maioria clara para o bloco independentista ou para o bloco ‘constitucionalista’. Pesquisa do diario.es indica que ERC venceria as eleições sem possibilidade formar um governo independentista”.

LINK (em espanhol): http://bit.ly/2j5xMEa

Derrota parlamentar de Theresa May

BBC (13/12): “Uma rebelião em seu próprio partido custa à primeira-ministra Theresa May uma dura derrota parlamentar no processo do Brexit”

“Por apenas quatro votos de diferença (309 a 305), a postura dos tories rebeldes permitiu aprovar uma emenda à lei que guiará a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) que forçará o governo a submeter o acordo final com o bloco comunitário a uma votação no Parlamento. Na prática, isso impedirá o Executivo começar a implementar o pacto de retirada firme com Bruxelas sem ter antes a aprovação da Câmara Baixa”.

LINK (em espanhol): http://bbc.in/2AOHSVe

Greve Geral na Grécia

El Mundo (14/12): “Nova greve geral na Grécia de 24 horas”

“Convocada conjuntamente pelos dois principais sindicatos do país, GSEE e ADEDY, o governo de Alexis Tsipras enfrenta uma nova greve geral de 24 horas, a sétima sob o seu mandato e a segunda deste ano. As paralisações, que coincidem com a aprovação pelo parlamento do Orçamento do Estado para o próximo ano, foram convocadas em protesto pelas altamente impopulares políticas de austeridade assinadas pelo governo com os credores do país em maio e que se farão efetivas inclusive nos dois próximos anos, mais além, inclusive, da conclusão do terceiro programa de resgate em agosto de 2018. Entre os cortes, incluem-se uma nova subida de impostos, distintas medidas para a liberalização do setor energético grego e dos horários comerciais, mudanças no mercado laboral que impedirão a negociação coletiva e facilitarão as demissões, assim como um novo recorte nas pensões”.

LINK (em espanhol): http://bit.ly/2yASNvr

Testamento Vital aprovado na Itália

El Mundo (14/12): “Itália aprova a lei que introduz o testamento vital”

“O Senado italiano aprovou nesta quinta-feira a lei sobre o chamado testamento vital. Com 180 votos e 71 contra e seis abstenções, chega depois de ficar 8 meses tramitando no Parlamento e de ter provocado o rechaço frontal da Liga Norte e da Conferência Episcopal Italiana (CEI), que a consideram o primeiro passo a favor da eutanásia e do suicídio assistido. A lei prevê, segundo permite a constituição, nenhum tratamento sanitário possa ser iniciado sem o consemtimento livre e informado da pessoa interessada”.

LINK (em espanhol): http://bit.ly/2AQnyT6

Sucessão na África do Sul

The Guardian (14/12): Futuro do CNA e da África do Sul em jogo enquanto partido se reúne para escolher um novo líder”

“Milhares de delegados de toda a África do Sul se reunirão no sábado num centro de conferência de Joanesburgo para escolher um novo líder para o Congresso Nacional Africano (CNA), o partido que liderou pela a liberdade contra o apartheid e tem governo há 23 anos o país. (…) Competindo para substituir Jacob Zuma, o presidente da CNA desde 2007 e da África do Sul desde 2009, estão sua ex-esposa Nkosazana Dlamini-Zuma e Cyril Ramaphosa, vice-presidente e rico empresário. A batalha poderia dividir o partido. Houve ásperos confrontos durante a frase preparatório da conferência”.

LINK (em inglês): http://bit.ly/2zerlaE

El Pais (12/12): “Anistia Internacional denuncia a cumplicidade indireta da UE no tráfico de imigrantes”

“Em poucos meses, a Itália se transformou na principal porta de acesso de imigrantes da Europa para o país que mais êxito obteve em frear a imigração irregular: entre julho e novembro de 2017, as chegadas procedentes do Mediterrâneo central – o principal foco de indocumentados depois do fechamento da rota balcânica – reduziram-se e 67% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A mudança ocorreu depois que o país transalpino, com a aprovação da UE, entrou em negociações com a Líbia e concordou em fornecer suporte logístico e treinamento à sua guarda costeira, uma organização que de acordo com um relatório da Anistia Internacional opera em conluio com os mesmos traficantes de pessoas que incentivam a imigração irregular para a Europa e atua em constante violação dos direitos humanos”.

LINK (em espanhol): http://bit.ly/2B93Qir

Caos no Congo

Al Jazeera (12/12): “Mega-crise escondida no Congo”

“A República Democrática do Congo foi declarado o país mais afetado por deslocamento por conflitos no mundo, de acordo com o International Displacement Monitoring Centre. A crise do Congo superou a Síria, o Iêmen e o Iraque em número de pessoas forçadas a fugir nos primeiros seis meses do ano. Uma média de 5500 pessoas por dia estão sendo retiradas de suas casas por causa da violência e da insegurança”.

LINK (em inglês): http://bit.ly/2B8z4IU

ARTIGOS E DEBATES DA ESQUERDA INTERNACIONAL

Decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel

Esquerda.net (12/12): “Não, Israel não é uma democracia”, por Ilan Pappe

“O que temos de confrontar aqui, portanto, não é apenas a reivindicação de Israel manter uma ocupação inteligente mas sim a sua pretensão de ser uma democracia. Tal comportamento em relação a milhões de pessoas debaixo do seu regime é pura chicana política. Contudo, embora grandes sectores das sociedades civis em todo o mundo neguem a Israel a sua pretensão de democracia, as suas elites políticas, por uma variedade de razões, continuam a tratá-lo como membro do clube exclusivo de estados democráticos. Em grande medida a popularidade do movimento BDS reflecte as frustrações das sociedades cujas políticas governamentais são favoráveis a Israel. Para muitos Israelitas estes contra-argumentos são irrelevantes na melhor das hipóteses e mal intencionados na pior das hipóteses. O estado israelita agarra-se à visão de que é um ocupante benevolente. O argumento de “ocupação inteligente” refere que, de acordo com a opinião do cidadão judeu médio em Israel, os palestinianos estão em muito melhor situação debaixo da ocupação e não têm razão para lhe resistir, muito menos pela força. Se se for um apoiante não crítico de Israel no estrangeiro, aceitam-se bem estes pressupostos.”

LINK (em português): http://bit.ly/2AOqWhA

Sin Permiso (10/12): Depois da bomba H de Jerusalém de Trump: quais as opções que têm os palestinos”, por Nadia Hijab

“A OLP, em particular, deve aproveitar o rechaço dos europeus ao reconhecimento de Trump e embarcar numa extensa campanha de relações públicas e explicação aos governos e diplomatas europeus. Deve ser resolvida e decidida e pressionar os países europeus para que defendam o direito internacional, e insistir em seu apoio tangível a sua posição e medidas contra a depredação de Israel. A OLP tem alguns diplomatas muito experimentados que pode encarregar de fazer este trabalho – depois de tudo, alguns deles levaram e ganharam o caso contra o Muro de Israel no Tribunal Internacional de Justiça em 2004.”

LINK (em espanhol): http://bit.ly/2CdtPVu

Viento Sur (11/12): “A dualidade do projeto sionista: fugir da opressão racista e reproduzi-la num contexto colonial”

“Hoje em dia – um século depois da Declaração Balfour, quase 70 anos depois da fundação do Estado de Israel em 78% do território da Palestina do Mandato Britânico e meio século depois de que esse Estado ocupasse 22% restante -, o primeiro-ministro sionista, Benjamin Netanyahu, segue obtendo dos antissemitas contemporâneos dos países ocidentais o respaldo necessário para o arrogante comportamento colonial de seu Estado e seu governo. Ao se apoiar nos sionistas cristãos dos EUA, ombrear-se com o antissemita primeiro-ministro da Hungria e manter o silêncio sobre a defesa por parte de Donald Trump da extrema-direita antijudia e antimuçulmana dos EUA, Netanyahu segue fielmente as receitas de Herzl, ainda que de uma maneira moralmente ainda mais detestável ao se produzir depois do genocídio nazi, que mostrou os horrores aos que podem conduzir ao antissemitismo e outras formas de racismo”

LINK (em espanhol): http://bit.ly/2Ax9Lwy

Portal de la Izquierda (15/12): “Pode existir um Estado de Israel democrático?”

“O estado sionista sempre será fonte de desestabilização. Temos que aprofundar a questão do estado sionista e a diferença entre estado como país e estado como o conjunto das instituições pelas quais uma classe, ou um setor de classe, domina o país, assim como problematizar (neste caso) a diferença entre regime e estado. Os estados burgueses como países ou como nações se formaram em um processo revolucionário que arrasou os feudos, formou um mercado nacional e ao redor dele uma superestrutura de organização do país (de domínio burguês obviamente), vinculada a relações de classe entre os homens que se construiu sob o impulso do capitalismo em sua fase progressiva, quando desempenhava um papel revolucionário.

LINK (em português): http://bit.ly/2kyiacy

Catalunha

Esquerda.net (11/12): “A esquerda espanhola e a questão catalã”, por Jaime Pastor

“Deveria reconhecer-se como um dado muito positivo que o Unidos Podemos tenha assumido a defesa da plurinacionalidade e do direito a decidir da Catalunha. Ainda assim, pudemos comprovar que a sua proposta de “repensar Espanha” parece limitar-se a procurar o “encaixe” da Catalunha naquela.”

LINK (em português): http://bit.ly/2Bfoxti

Sin Permiso (10/12): “O 155 determina tudo”, por Miguel Salas

“Revogar o 155 é uma necessidade para restabelecer direitos na Catalunha e também para debilitar Rajoy e a direita. Sabe-se como se entra num estado de exceção, mas nunca se sabe nem como nem quando se sai. É necessário somar forças para sair pela esquerda desta situação, por um caminho de avanço nos direitos sociais e nacionais. O contrário é seguir mantendo ou agravando a anormalidade de uma situação antidemocrática e antissocial com as políticas do PP ou do C’s”.

LINK (em espanhol): http://bit.ly/2CyAeeN

A bolha dos bitcoins

La Jornada (13/12): “Bitcoins: entre mineiros e baleias”, por Alejandro Nadal

“A incorporação do bitcoin ao sistema financeiro formal é a culminação da breve história desta criptomoeda e o começo de uma nova corrida que se anuncia vertiginosa. A estreia no mercado de futuros é somente o prelúdio, pois logo virá a criação de derivativos denominados em bitcoin. A opacidade no cassino da especulação acaba por aumentar em vários graus de magnitude”

LINK (em espanhol): http://bit.ly/2CyAeeN

Veja também