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Nesta edição do Clipping do Observatório Internacional do PSOL, destacamos como principais assuntos repercutidos nos noticiários internacionais: a volta de protestos em Santiago no Chile por conta da escassez de alimentos na quarentena, a mobilização dos trabalhadores equatorianos contra as medidas de ajuste neoliberal, as divisões na oposição venezuelana após mais uma tentativa de golpe malograda, a reação da OLP contra os novos planos de assentamento de Israel, as dificuldades inéditas com que se depara o príncipe-herdeiro saudita para manter a estabilidade do regime, uma greve de trabalhadores imigrantes no Líbano, o retrocesso dos direitos civis na Hungria de Orban, o crescimento da impopularidade de Boris Johnson em meio à pandemia, a perda da maioria parlamentar por Macron na França, as diversas manifestações da extrema-direta pelo mundo contra as políticas de enfrentamento ao novo coronavírus, as tensas eleições em Burundi depois de 15 anos de um governo autoritário, os novos capítulos entre a disputa geopolítica entre EUA e China, a volta da instabilidade política em Hong Kong e o aumento de tensões entre Taiwan e o governo chinês.

Confira abaixo!

NOTÍCIAS E ARTIGOS DA IMPRENSA INTERNACIONAL

Protestos no Chile

PRENSA LATINA (18/05): “Protestos em Santiago por falta de alimentos na quarentena” (em espanhol)

“No meio da quarentena total nesta capital pela Covid-19, centenas de pessoas se lançaram às ruas hoje em protesto pela falta de alimentos e ajuda. Apesar de que como parte da quarentena as pessoas devem permanecer reclusas em sua casa, muitas saíram na comuna de El Bosque e ante as câmeras de várias televisões asseguraram passar fome e carecer de ajudas de Governo e da municipalidade, que lhes permitam poder enfrentar o isolamento domiciliar”

Protestos no Equador

LA JORNADA (18/05): “Sindicatos protestam contra reformas laborais de Lenin Moreno apesar da Covid-19” (em espanhol)

“Dezenas de trabalhadores saíram nesta segunda-feira às ruas no Equador, desafiando as medidas de confinamento pelo coronavírus, para rejeitar reformas laborais propostas pelo governo que flexibilizam as condições econômicas dos contratos de trabalho. O presidente, Lenín Moreno, pelos legisladores na sexta-feira, numa tentativa por “salvar” empregos no país, que enfrenta os duros efeitos econômicos da pandemia e a queda do preço do petróleo”.

Fracasso do golpe na Venezuela

BBC MUNDO (19/05): “Operação Gedeón: como afeta a liderança de Juan Guaidó na oposição venezuelana o fracasso da missão contra Nicolás Maduro” (em espanhol)

Luis Vicente León, da consultoria Datanálisis, crê que ‘para Guaidó é quase impossível sair ileso em termos de popularidade’, além do quão implicado estivesse no complô. ‘Foi um fracasso integral, não somente por seu resultado, mas por seu desenho original’, indica o especialista, que assinala que se comprometeram fundos públicos sem a preceptiva autorização da Assembleia Nacional. Muitos veem sintomas de esgotamento na liderança de Guaidó,. Para Pantoulas, o dirigente ‘está em seu momento mais baixo’ porque ‘passou muito tempo e não conseguiu’ resultados na busca de uma mudança política na Venezuela”.

Pandemia na Nicarágua

EL DIARIO (19/05): “Dados oficiais da Covid-19 se disparam na Nicarágua, na última semana” (em espanhol)

Esta foi a primeira vez que o Governo da Nicarágua admitiu estatísticas de três dígitos na quantidade de pessoas infectadas com COVID-19, e de dois dígitos no número de mortos por tal padecimento, apesar de que Ortega se nega a seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), com o argumento de que se deve dar prioridade à economia. A gestão de Ortega sobre a pandemia na Nicarágua foi criticada, tanto dentro como fora do país, não somente pela escassez e clareza da informação sobre o novo coronavírus, mas também por se negar a estabelecer restrições e a tomar medidas de previsão, assim como por promover atividades de aglomeração, às quais assistem os sandinistas, os que logo são enviados a realizar visitas casa por casa.

Colonização israelense

THE GUARDIAN (20/05): “Líder palestino Mahmoud Abbas anuncia fim de acordos de segurança com Israel e os EUA” (em inglês)

O líder palestino, Mahmoud Abbas, declarou o fim da cooperação de segurança com Israel e Estados Unidos, citando a iminente ameaça de anexação israelense de partes da Cisjordânia. A OLP votou para por fim à cooperação com Israel e os EUA. Em 2018 e lhe deixou Abbas quando implementar tal medida. O presidente da Autoridade Palestina (AP) ameaçou com deter essa cooperação várias vezes antes, e na terça-feira não estava claro o que significaria sua declaração na prática, especialmente em termos do futuro do aparato de segurança palestina.

Crise na Arábia Saudita

PUBLICO (20/05): “O petróleo e o coronavírus põem o herdeiro saudita contra as cordas” (em espanhol)

A Arábia Saudita atravessa o pior momento de sua história, asseguram alguns analistas. As crises do petróleo e o coronavírus estão sacudindo um país acostumado a viver por cima de suas possibilidades. A responsabilidade de atravessar o deserto recai sobre o príncipe Mohammed bin Salman (MBS), que terá que se guiar com mais julgamento que até agora para levar as reformas a bom porto.

Protestos no Líbano

AL-JAZEERA (19/05): “Longamente marginalizado, trabalhadores imigrantes fazem greve por salário” (em inglês)

Rafi não está sozinho em suas dificuldades ou raiva. Diante de uma posição igualmente insustentável, cerca de 400 funcionários da RAMCO – a maioria de Bangladesh e da Índia – tomaram a decisão sem precedentes no mês passado de abandonar o emprego até que a empresa lhes pagasse o que lhes era devido. Embora inicialmente ofuscada pela pandemia de coronavírus, a greve dos trabalhadores chegou às manchetes em 12 de maio, quando funcionários bloquearam estradas fora do principal local de armazenamento e armazenamento da RAMCO nos arredores de Beirute e impediram a saída de caminhões de lixo.

Extrema-direita na Hungria

THE GUARDIAN (19/05): “Hungria vota para terminar reconhecimento legal de pessoas trans” (em inglês)

O parlamento da Hungria votou para pôr fim ao reconhecimento legal das pessoas trans, aprovando um projeto de lei que, segundo os ativistas de direitos humanos, em impulsiona “para a idade das trevas”. A nova lei define o gênero como baseado nos cromossomos ao nascer, o que significa disposições prévias pelas quais as pessoas trans poderiam alterar seu gênero e nome nos documentos oficiais já não estarão disponíveis.

Dissidência no partido de Macron

FRANCE 24 (18/05): “Macron perde maioria com a saída de dissidentes de seu partido formam novo grupo parlamentar” (em inglês)

Sete legisladores estão se separando da La République En Marche (LREM) de Macron para se unir ao novo grupo “Ecologia, Democracia, Solidariedade”, que contará com 17 parlamentares em suas fileiras, inclusive o ex-leal de Macron Cédric Villani. Isso significa que o partido governante agora somente tem 288 parlamentares na Assembleia Nacional um menos que a maioria absoluta, e menos que os 314 que tinha Macron depois de que redesenhou o panorama político em 2017.

Contestação a Boris Johnson

PUBLICO (19/05): “A pandemia e um adversário à altura vieram atrapalhar o estado de graça de Boris Johnson” (em português)

Popularidade do primeiro-ministro britânico está em queda por causa da crise sanitária e Keir Starmer tem amealhado pontos nos debates. Sem o “Brexit”, sem Corbyn e sem deputados no Parlamento para se agarrar, Johnson está mais pressionado do que nunca.

Extrema-direita no mundo

PUBLICO (19/05): “Protestos contra o confinamento em todo o mundo: antivacinas, conspiracionistas e extrema-direito” (em espanhol)

Desde que se estendeu o coronavírus em grande parte do mundo, grupos reduzido antivacinas, fãs das teorias da conspiração e membros de extrema-direita saíram às ruas a protestar contra o Governo e as administrações que impuseram o confinamento como medida de proteção. Alguns políticos lhes animaram a se manifestar, direta ou indiretamente.

Eleições em Burundi

EL PAÍS (20/05): “Burundi celebra algumas eleições marcadas pela violência e pelo coronavírus” (em espanhol)

Burundi celebra nesta quarta-feira algumas eleições presidenciais marcadas pelo risco de violência, o medo ao coronavírus que, segundo as estatísticas oficiais, apenas roçou este país africano; e a pugna entre os dois principais aspirantes, o candidato oficialista Évariste Ndayishimiye, conhecido como Neva, e o líder opositor Agathon Rwasa. O pleito supõe o fim dos 15 anos no poder de Pierre Nkurunziza, quem embora num primeiro momento cogitou com voltar a se apresentar, finalmente decidiu retirar-se da corrida presidencial.

Acirramento de rivalidade entre EUA e China

NY TIMES (19/05): “Trump está jogando a carta da China. Quem acredita nele?“, por Susan E. Rice (em inglês)

As políticas de Trump fortaleceram a China às custas dos Estados Unidos. Ao antagonizar com nossas alianças, que limitam as ambições globais da China. Ao se retirar do acordo comercial da Associação Transpacífica, o acordo climático do Paris e o acordo nuclear com Irã, Trump se sentiu igualmente amigo e inimigo para duvidar da resolução estadunidense, ao mesmo tempo que cede à China o manto de um líder mundial firme.

THE GUARDIAN (17/05): “Donald Trump e Xi Jinping: China e EUA estão em rota de colisão em uma nova guerra fria?“, por Julian Berger e Emma Graham-Harisson (em inglês)

Mais pessoas morreram pelo vírus nos EUA que pessoas infectadas na China, ao menos segundo os dados oficiais. Os cidadãos chineses no estrangeiro estão se congregando em seus lares, ou assim estão tentando. Sua fúria por ficar confinados é um problema novo e inesperado. Mas a narrativa do êxito chinês sem igual no controle de enfermidades se baseia em ignorar os encobrimentos e os passos em falso que permitiram que a enfermidade se estendesse até o momento, a morte do denunciante médico Li Wenliang e o caos que evolveu Wuhan no pico de sua crise. É possível que a ira pública por estes defeitos tenha sido silenciada à medida que a festa reforma a narração, mas não desapareceu por completo; e a economia recebeu um duro golpe.

Taiwan

AL-JAZEERA (20/05): “Tsai Ing-wen de Taiwán diz não a ‘um país, dois sistemas’” (em inglês)

Taiwan quer dialogar com a China, mas não pode aceitar sua proposta de “um país, dois sistemas”, disse o presidente Tsai Ing-wen na quarta-feira, pedindo que ambas as partes encontrem uma maneira de coexistir, mas que recebam uma rápida condenação da China. Em um discurso depois de ter assumido seu segundo e último mandato, Tsai disse que as relações entre Taiwan e China atingiram um ponto de viragem histórico.

Crise política em Hong Kong

TELEGRAPH (18/05): “Confrontos irromperam na legislatura de Hong Kong, quando ativistas pró-democracia acusaram” (em inglês)

A crise política de Hong Kong voltou ao centro do palco na segunda-feira, quando eclodiram conflitos na legislatura e um grupo de ativistas pró-democracia proeminentes foi acusado de participar dos protestos do ano passado. Quatro meses de calma impostos por prisões em massa e a pandemia de coronavírus se desfizeram nas últimas semanas, à medida que as tensões disparam em uma cidade ainda marcada por divisões.

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