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Na edição desta semana do Clipping do Observatório Internacional, apresentamos como destaques: a escolha de Kamala Harris como vice de Joe Biden contra a reeleição de Trump, a continuidade dos protestos antirracistas em Portland, a mais recente derrota dos EUA no Conselho de Segurança da ONU, o acordo diplomático entre Israel e os Emirados Árabes, a queda do governo libanês depois de fortes protestos pela explosão no porto de Beirute, a contestação eleitoral da oposição na Bielorrússia e a feroz repressão de Lukashenko, o anúncio da unidade eleitoral da oposição a Viktor Orban na Hungria, as ameaças neonazistas à figuras públicas antirracistas em Portugal, os protestos na Costa do Marfim contra a tentativa de Alassane Ouattara se perpetuar no poder, o agravamento da crise política no Mali, as mobilizações estudantis contra a monarquia tailandesa, as aplicações repressivas da Lei de Segurança Nacional em Hong Kong, os protestos dos conservadores sul-coreanos contra o governo Moon, o acordo entre o governo governo golpista da Bolívia e um setor do MAS por uma nova data eleitoral, as pressões imperialistas sobre a Venezuela e os protestos em Honduras contra a corrupção governamental.

NOTÍCIAS E ARTIGOS DA IMPRENSA INTERNACIONAL

Escolha de Kamala Harris

BOSTON HERALD (11/08): “Joe Biden escolhe Kamala Harris como sua companheira de chapa” (em inglês)

Joe Biden escolheu a senadora estadunidense Kamala Harris da Califórnia como sua companheira de chapa, elevando uma mulher negra e uma ex-promotora ao papel principal em um julgamento nacional sobre racismo e brutalidade policial.

Black Lives Matter em Portland

THE GUARDIAN (13/08): “Polícia de Portland e manifestantes entram em confronto em novas manifestações perto do tribunal” (em inglês)

Manifestantes e a polícia entraram em confronto no centro de Portland em uma manifestação que durou até a madrugada de quinta-feira, com alguns na multidão ateando fogo e explodindo fogos de artifício de classe comercial do lado de fora de um tribunal federal que tem sido alvo de meses de conflito na maior cidade de Oregon.

Derrota de Trump no Conselho de Segurança da ONU

NY TIMES (14/08): “Conselho de Segurança da ONU rejeita proposta dos EUA para estender embargo de armas ao Irã” (em inglês)

A derrota ressaltou o aprofundamento do isolamento global da América no Irã. Mas para o governo Trump, a votação pode abrir um caminho separado para tentar infligir o dano máximo ao Irã.

Acordo histórico entre Israel e Emirados Árabes Unidos

BBC (13/08): “Israel e Emirados Árabes Unidos fecham acordo histórico para normalizar as relações” (em inglês)

Israel e os Emirados Árabes Unidos chegaram a um acordo para normalizar as relações, com Israel concordando em suspender seus polêmicos planos de anexar partes da Cisjordânia ocupada. Em uma declaração surpresa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ajudou a intermediá-lo, os países chamaram o acordo de “histórico” e um avanço rumo à paz.

AL-JAZEERA (15/08): “Palestinos criticam EAU ‘traidor’ por normalizar laços com Israel” (em inglês)

A mudança é apenas o mais recente golpe para a causa palestina pelos Estados Unidos desde que Donald Trump assumiu o cargo em 2016. Ela vem na esteira de uma decisão dos EUA em 2017 de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, e a revelação de como será este ano – chamado de “Plano de Paz para o Oriente Médio”, que resultou na declaração de planos de Israel de anexar grandes partes da Cisjordânia ocupada.

Protestos no Líbano

BBC (10/08): “Explosão de Beirute: governo do Líbano renuncia enquanto a raiva pública aumenta” (em inglês)

O governo do Líbano renunciou em meio à raiva crescente sobre a explosão na terça-feira que devastou partes de Beirute e deixou mais de 200 mortos. O anúncio foi feito em um discurso nacional de TV pelo primeiro-ministro Hassan Diab na noite de segunda-feira. Muitas pessoas acusaram os líderes do país de culpabilidade por sua alegada negligência e corrupção. Os manifestantes foram às ruas e entraram em confronto com a polícia pelo terceiro dia consecutivo.

Protestos na Bielorrússia

THE GUARDIAN (12/08): “Protestos na Bielorrússia: mais de 6.000 presos, diz Ministério do Interior” (em inglês)

As autoridades na Bielorrússia dizem ter prendido mais de 6.000 pessoas durante três noites de manifestações reprimidas com violência contra a fraude eleitoral na disputada eleição presidencial de domingo, enquanto mais imagens e relatos surgiam da polícia agredindo e detendo violentamente os manifestantes. Os líderes da oposição foram presos e expulsos do país em uma repressão massiva após a eleição, que a comissão eleitoral disse ter sido vencida de forma esmagadora pelo presidente Alexander Lukashenko.

Unidade da oposição na Hungria

BALKAN INSIGHT (14/08): “Oposição diversa da Hungria se unifica contra inimigo comum” (em inglês)

Os partidos de oposição da Hungria unirão forças para tentar derrotar o partido Fidesz de Viktor Orban nas próximas eleições gerais. Em um comunicado divulgado na noite de quinta-feira, os partidos disseram que “ouviram a voz do eleitorado e iniciaram consultas sobre os preparativos para as eleições parlamentares de 2022”.

Ameaças neonazistas em Portugual

PUBLICO.PT (14/08): “Polícia Judiciária investiga nova ameaça da extrema-direita a dirigente antifascista” (em português)

Nova ameaça aconteceu depois das mensagens dirigidas a deputadas e activistas. “Sabemos onde dormes”, diz uma das mensagens de ameaça Jonathan da Costa Ferreira. Numa parede grafitada em Braga, foi também ameaçado de morte.

Protestos na Costa do Marfim

AL-JAZEERA (14/08): “Vários mortos na Costa do Marfim por causa da candidatura do presidente ao terceiro mandato” (em inglês)

Pelo menos quatro pessoas foram mortas em confrontos na Costa do Marfim, quando centenas tomaram as ruas após a decisão do presidente Alassane Ouattara de concorrer a um terceiro mandato em outubro. Três pessoas foram mortas na cidade central de Daoukro em confrontos entre apoiadores de Ouattara e apoiadores do candidato rival Henri Konan Bedie, disseram uma fonte de segurança e testemunhas.

Protestos no Mali

AL-JAZEERA (11/08): “Protestos anti-governo são retomados no Mali após uma pausa de semanas” (em inglês)

Os partidários da oposição voltaram às ruas da capital do Mali para exigir a renúncia do presidente Ibrahim Boubacar Keita, ignorando os apelos de mediadores regionais que tentam desarmar uma crise política cada vez maior para ficar em casa.

Protestos contra a monarquia na Tailândia

THE GUARDIAN (12/08): “Manifestantes da Tailândia ‘cruzam o Rubicão’ e arriscam tudo para criticar a monarquia” (em inglês)

Os manifestantes tailandeses quebraram um tabu de longa data, arriscando longas penas de prisão para criticar o rei, após semanas de manifestações pró-democracia lideradas por estudantes que varreram o país. Nas últimas semanas, estudantes do ensino médio e universitários atacaram o governo do primeiro-ministro Prayuth Chan-o-cha, pedindo sua dissolução e reformas democráticas. Agora, alguns manifestantes começaram a criticar abertamente a rica e poderosa monarquia do país.

Protestos na Coreia do Sul

DAILY SABAH (15/08): “Milhares se reúnem em protesto antigovernamental em Seul” (em inglês)

Alguns conservadores sul-coreanos insistem que as eleições parlamentares de abril vencidas de forma convincente pelo partido de Moon foram fraudadas, embora a maioria dos especialistas veja essas alegações como falsas teorias de conspiração. Alguns manifestantes brigaram com policiais que acompanhavam de perto os manifestantes, mas não houve relatos imediatos de grandes confrontos ou feridos. Alguns dos manifestantes teriam vindo de uma igreja no norte de Seul que foi fechada depois de estar ligada a dezenas de infecções. Oficiais de saúde estão planejando isolar e testar cerca de 4.000 membros da igreja, liderados pelo pastor ultraconservador Jun Kwang-hun, um crítico vocal de Moon que frequentemente liderou manifestações antigovernamentais no ano passado.

Detenção de magnata da comunicação em Hong Kong

THE GUARDIAN (10/08): “Jimmy Lai, magnata da mídia de Hong Kong, é preso sob nova lei de segurança” (em inglês)

Uma das figuras pró-democracia mais estridentes de Hong Kong foi presa e os escritórios do jornal que ele possui revistados pela polícia em uma escalada severa pelas autoridades que impõem uma nova lei de segurança nacional introduzida por Pequim. O ataque ao Apple Daily, o maior jornal diário pró-democracia de Hong Kong, e a prisão de Jimmy Lai e outros executivos de alto escalão foram condenados por ativistas e jornalistas, que disseram ter marcado “o dia em que a liberdade de imprensa morreu oficialmente”.

Crise política na Bolívia

PAGINA 12 (14/08): “Depois de dois adiamentos, estabeleceu-se que o pleito será em 18 de outubro” (em espanhol)

A presidente de facto da Bolívia, Jeanine Áñez, promulgou na quinta-feira a Lei Eleitoral que determina a data final – após dois adiamentos – das eleições presidenciais para 18 de outubro, quase um ano após os resultados do a votação de 2019 que levou o país a uma crise institucional ainda não resolvida.A nova lei tem o apoio do ex-presidente Evo Morales, mas não da Central Obrera Boliviana (COB), organização que saiu às ruas para manifestar seu repúdio ao último adiamento das eleições, marcado para 6 de setembro. .

Pressão do imperialismo sobre a Venezuela

INFOBAE (14/08): “Colômbia e Argentina chocam posições em Grupo de Lima por eleições na Venezuela” (em espanhol)

O governo colombiano disse na sexta-feira que o Grupo Lima deve evitar apoiar as próximas eleições legislativas na Venezuela por se tratar de um processo fraudulento, enquanto a Chancelaria da Argentina expressou seu apoio às eleições e instou a oposição venezuelana a participar do processo eleitoral.

Protestos contra a corrupção em Honduras

DW (12/08): “Honduras protesta em plena pandemia: ‘onde está o dinheiro?’” (em espanhol)

O país centro-americano registrou inúmeros escândalos com a compra superfaturada de hospitais móveis, equipamentos de biossegurança e ventiladores, além da perda de milhares de testes COVID-19 devido ao manuseio incorreto.

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