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VOCECA

O colapso no setor de saúde, e os mais de 44 000 mortos, são a prova de como desde o governo central tem negligenciado essa área, as pessoas se contagiam e morre vítimas do vírus, mas ao mesmo tempo, é uma realidade que milhares também morrem pela falta de acesso à saúde e pela precariedade na qual se encontram os hospitais.

A apresentação de Cateriano ante o Congresso, buscando aplicar mais a fundo esta política pró-CONFIEP, não convenceu; o Congresso, como já sabemos, negou-lhe o voto de confiança não porque os partidos da direita que lhe negaram sua confiança tenham se convertido em antineoliberais mas que estão jogando seu próprio jogo político em salvaguarda de seus interesses, entretanto, este fato abre um capítulo mais de crise política nas alturas, e ameaça agravar a situação já precária do povo trabalhador pelo que não podemos esperar muito deste governo, e tampouco do Congresso, engarrafados novamente na confrontação pelas alturas, enquanto que por baixo dos panos avança inexoravelmente os contágios, as mortes, a ausência de medicamentos e a precarização cada vez mais aguda dos serviços de saúde e serviços conexos.

É NECESSÁRIA A UNIDADE AGORA MAIS DO QUE NUNCA!!!

Chegou o momento de apresentar saídas diferentes ante a crise, por mais que desde as alturas, se revezem os ministros de um cargo para outro, não existe uma saída a nossos problemas dentro dos parâmetros deste modelo neoliberal. Por isso é necessário algo distinto, que comece por nos organizar desde abaixo, desde cada setor, cada distrito, cada bairro, desde a juventude, as mulheres, para exigir ao governo, ao congresso e a todas as instituições do estado que a prioridade número um seja a vida de nossos irmãos e irmãs, lutando por dar resposta a esta emergência sanitária, partido com a necessidade de uma saúde universal e gratuita, junto a uma verdadeira injeção econômica para este setor, por uma renda básica universal por 5 meses, anistia do pagamento de serviços básicos (luz, água, imposto sobre riquezas) entre outras medidas básicas à altura da grave situação.

Mas ao mesmo tempo, urge lutar por construir um instrumento político, estamos às portas do bicentenário do Peru, e a oito meses das eleições gerais, se faz imprescindível levantar uma alternativa desde a esquerda. Cremos que nosso partido Nuevo Perú, deve estar à vanguarda para impulsionar um grande bloco desde o campo popular, com organizações sociais, com os sindicatos, desde o feminismo, desde o campesinato e os povos originários, etc.

Este Bloco pode surgir a partir do diálogo com os companheiros/as de Perú Libre, Frente Amplio, Juntos por el Perú, RUNA etc para nos colocar de acordo num programa, com medidas mais estratégicas cuja bandeira central seja uma nova constituição, que parte de seu programa, seja recuperar nossas riquezas naturais para colocá-las a serviço do Peru e as maiorias, seriam gerados os recursos necessários para enfrentar a crise econômica e a pandemia, por melhores condições laborais entre outras medidas de relevâncias. Estamos seguros que pontos pontos em comum existem, coloquemos o foco neles.

Uma unidade programática nestes momentos de crises, seria uma luz ao final do caminho, o objetivo desta declaração, é propor levar adiante; um dos acordos do 5º Conselho nacional do Nuevo Perú; que propõe realizar um chamado público ao diálogo a todas as esquerdas sem exclusão, e ao mesmo tempo, propor a todas as organizações populares, por à frente os interesses das maiorias, agora é o momento.

UNIDADE HOJE MAIS DO QUE NUNCA!

Comunicado: SÚMATE AL NUEVO PERÚ – Lima Metropolitana

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