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#AsVidasGarífunasImportam

Em 18 de julho passado nas primeiras horas da madrugada, um grupo de homens fortemente armado, vestidos com o uniforme da Direção de Investigação Criminal DPI, em presença de vizinhos da localidade, sequestraram os companheiros Alberto Sneider Centeno, Milton Joel Martínez Álvarez, Suami Aparício Mejía e Alber Sentana Thomas da comunidade garífuna do Triunfo de la Cruz, Departamento de Atlântida, na costa caribenha de Honduras, sem que até hoje se tenha conhecimento de seu estado e seu paradeiro.

Neste domingo, 30 de agosto, o mundo comemorou no Dia Internacional do Detido – Desaparecido, em Honduras se contam 43 dias de desaparição física dos companheiros dirigentes sem que as autoridades correspondentes de levar a cabo a investigação ou as demais instituições do país fiadores do respeito aos Direitos Humanos, tenham manifestado avanços nas investigações ou genuíno interesse em que se descubra a razão dos fatos e seus responsáveis.

Sabemos que as populações garífunas em Honduras sem encontram disseminadas em 42 comunidades ao longo da costa caribenha, em territórios que representam verdadeiros paraísos da natureza, estes lugares são cobiçados pelo capital transnacional do ramo do turismo; muitos foram deslocados, ameaçados e inclusive assassinados para amedrontar a seus habitantes e obrigá-los a vender ou entregar suas terras. O caso dos companheiros desaparecidos se origina no marco desta disputa, na qual o governo de Honduras não interveio em favor de seus habitantes apesar de seus direitos reconhecidos na Constituição da República e também Convênios Internacionais subscritos pelo Estado como o 169 da OIT sobre Povos Indígenas e Tribais.

As organizações que fazemos parte do Movimento Social Mesoamericano/ALBA Movimentos, Capítulo Honduras, demos continuidade à demanda pelo aparecimento físico com vida dos companheiros garífunas e estamos solicitando às demais organizações, partidos políticos, organizações de base, culturais e de outra natureza, que somem sua assinatura a esta campanha exigindo que o Estado de Honduras dê resposta imediata a uma situação que nos faz retroceder até a década dos anos 80, quando em nosso país esquadrões da morte desapareceram centenas de dirigentes populares – homens e mulheres -, muitos dos quais continuam desaparecidos e em alguns casos nos quais se conseguiu avançar na investigação, as forças obscuras os mantiveram na impunidade.

Fazemos o chamado às organizações sociais de nosso continente e também a outras organizações do mundo, que somem sua assinatura para fortalecer a petição.

Poderão dirigir suas adesões ao correio eletrônico: foromesoamericaalba@gmail.com

As vidas garífunas importam!

COORDENAÇÃO MOVIMIENTO SOCIAL MESOAMERICANO

ALBA Movimientos

Capítulo Honduras

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