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O ano de 2020 está chegando ao final com um balanço muito positivo para o PSOL paraense. Depois de um hiato de 16 anos, a esquerda retoma a gestão da capital e, ainda, leva para a Câmara dos Deputados a vereadora eleita Vivi Reis, a primeira deputada federal negra e LGBTI+ do Pará. Com a eleição de Edmilson Rodrigues prefeito de Belém quem ocupará sua vaga em Brasília será Vivi, que nas eleições de 2018 obteve mais de 22 mil votos e se tornou a primeira suplente do partido na Câmara Federal.

“Ter a possibilidade de me tornar uma deputada federal representa levar para Brasília a defesa dos interesses dos paraenses, e amplificar o debate sobre as desigualdades e sobre o modelo de desenvolvimento imposto para a Amazônia”, explica Vivi. Ao se eleger como a mulher mais bem votada nas eleições para Câmara Municipal de Belém e também a mais bem votada entre todos os municípios da Amazônia, a fisioterapeuta Vivi Reis, se consolida como uma liderança política importante dentro do seu partido e como a expressão de vozes que normalmente costumam ser silenciadas pela política tradicional.

A chegada de Vivi na Câmara Federal aumenta a participação das mulheres na bancada do PSOL, passando de cinco para seis, de um total de dez deputados. Na Câmara de Belém, Vivi será substituída por uma vereadora com um perfil bastante semelhante ao seu, a Enfermeira Nazaré Lima, outra mulher negra, profissional da saúde e nascida na periferia da capital.

“Isso é muito importante e reflete o que ocorreu em nível nacional, com o crescimento de candidaturas de mulheres, de negros e negras, de LGBTI+, de Indígenas, enfim houve um movimento dos grupos historicamente invisibilizados em busca de uma maior representatividade institucional e, mesmo tendo conseguido algumas vitórias, ainda continuamos subrepresentados. O fato de a vaga na Câmara Municipal ser ocupada por uma mulher como a Nazaré é uma vitória coletiva”, avalia Vivi.

Quem é Vivi Reis?

Vivi Reis tem 29 anos, é fisioterapeuta formada pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), profissional da saúde, estudante de pós-graduação da Universidade Federal do Pará (UFPA) e educadora popular da Rede Emancipa, movimento social de educação popular.

Mulher negra da Amazônia, bissexual, eleita recentemente como vereadora, recebeu 9.654 votos que a consolidou como vereadora mais votada de Belém, quinta vereadora mais votada da capital paraense e a mais votada do PSOL em Belém. Entre os seus focos de campanha, esteve a luta pela inserção de mais mulheres negras nos espaços de poder, a defesa de políticas públicas que levassem em conta os corpos negros e LGBTIs+ e de uma nova visão de cidade, acessível para todas e todos, em que o centro seja a periferia.

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