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O Governo da República Dominicana relatou na quarta-feira o desconhecimento do ex-deputado Juan Guaidó como “presidente interino” da Venezuela, após culminar suas funções como parlamentar em 5 de janeiro.

O Ministro das Relações Exteriores reiterou que seu país também não reconhece a Assembléia Nacional venezuelana eleita nas eleições de dezembro passado, porém, este governo reconhece o Presidente Nicolas Maduro Moros como o Primeiro Mandatário da nação.

De acordo com um relatório da agência de notícias EFE, Alvarez destacou a importância do diálogo com o governo chefiado pelo presidente Nicolas Maduro.

“No caso da Venezuela acreditamos (que) uma negociação com o regime é necessária. Mesmo que você não goste de Maduro, ele é o interlocutor, para negociar você precisa de duas partes”, disse ele durante uma entrevista com a Listin Diario media.

Entretanto, de acordo com o relatório da agência, o chefe do órgão ministerial indicou que não reconhece “a Assembleia Nacional”, eleita em 6 de dezembro, conforme estabelecido pela Constituição.

Com esta decisão, a República Dominicana se soma à União Européia (UE) no desconhecimento do Guaidó como “presidente encarregado”, depois de não ter mais os privilégios de deputado da AN.

Em 25 de janeiro passado, um comunicado enviado pela União Européia informou que Juan Guaidó não será mais reconhecido como “presidente interino”, pois, segundo os ministros das Relações Exteriores europeus, “os representantes dos partidos de oposição eleitos para a Assembléia Nacional de 2015, e especialmente Juan Guaidó, assim como os demais representantes da oposição democrática” serão considerados apenas como “atores importantes e interlocutores privilegiados”.

O governo alemão também o repudia

Em 27 de janeiro, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores alemão, Christofer Burger, anunciou que o governo alemão estava assumindo a recomendação do Conselho de Estado da União Européia e retirando o reconhecimento como “presidente interino” que haviam concedido a Juan Guaidó.

Quando questionado sobre a razão desta mudança na política externa alemã em relação à Venezuela, Burger argumentou que “a situação evoluiu”.

Esta notícia foi bem recebida pelo membro da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa, deputado alemão Andrej Hunko, que revelou que “o Governo Federal havia insistido para que o reconhecimento, que era contrário ao direito internacional, fosse mantido, mas felizmente falhou”.

“É de se esperar que a UE aprenda com os erros dos últimos dois anos. Em vez de aumentar, ela precisa mediar na #Venezuela e direcionar toda a energia para uma solução política. Isto também deve incluir o fim das #sanções, que são politicamente ineficazes e socialmente devastadoras”, argumentou o MPE através de sua conta no Twitter.

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